sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ela se depara com mais um escolha: saber se vai ou fica. As coisas não andam simples na cabeça de Jane, e o que ela pode fazer? Já não possui controle sobre sim mesma, acha que sabe, acha que entende, mas no fim e no fundo, ela não passa de uma garotinha mimada com problemas na administração de seu próprio ócio.
Os tempos mudaram e o que ficou, além de, claro, um maço vazio de cigarro, copos vazios de um destilado qualquer, cicatrizes.
Ela olha para cima como quem sabe a decisão que deve ser tomada, mas sua mãe pediu para que fosse enterrada por aquelas pequenas, frágeis até, mãos e mente menor ainda.
Jane olha para os céus pedindo respostas. Ela que antes não acreditava em nada, pediu em suplica, em prece, que tudo fosse mais simples. Em seguida se arrepende e pensa que se fosse a vida não teria graça e afinal, com quem ela estava falando, se não consigo mesma.
Sua dor cessa por alguns instantes, quando ela se lembra que nada daquilo realmente é.
A impulsão toma conta do ser como se fossem melhores amigas desde, sei lá, sempre. Suas mãos correm pelos braços, pernas e ela desconta.
Jane tem sua petit mort.
Jane vira.
Jane toma seus comprimidos.
Jane dorme.


(roubando personagens na calada da noite)

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